No mês dedicado às conquistas femininas, um estudo recente traz à tona uma realidade preocupante: a desigualdade na distribuição de bolsas de produtividade em pesquisa (PQ) na Engenharia Civil. Embora as mulheres representem uma parcela significativa dos docentes na pós-graduação, apenas 20% das bolsas PQ são concedidas a engenheiras civis, evidenciando barreiras estruturais e desafios persistentes na busca pela equidade.
Publicado em 2024 e avaliado pela Academia Brasileira de Ciências (ABC), o artigo intitulado "Criteria for Research Productivity Grants in Brazil Applied to Civil Engineering: Reflections on Gender Differences and the Current Context", explora a disparidade de gênero nas bolsas PQ e os fatores que contribuem para essa desigualdade. A pesquisa revela que, apesar do número significativo de mulheres na área de Engenharia Civil, apenas uma pequena fração delas é contemplada com as bolsas, e nenhuma mulher alcançou o nível de Senior.
A conclusão do estudo aponta para a necessidade de revisão dos critérios de concessão das bolsas PQ. O artigo destaca a urgência de revisar as políticas atuais para combater a segregação vertical e horizontal, além de implementar estratégias que promovam maior igualdade de oportunidades para mulheres na ciência e no campo da pesquisa acadêmica.
Diante desse cenário, a reflexão se faz necessária: como podemos garantir igualdade de oportunidades para as mulheres na pesquisa científica?
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